Artrose da articulação acromioclavicular e osteólise distal da clavícula

Em que consiste esta doença?

A articulação acromioclavicular (AAC) é a articulação entre o processo acromial da escápula e a extremidade lateral da clavícula. É uma das importantes articulações funcionais do ombro, ao permitir mobilidades completas da articulação gleno-umeral. A cápsula articular e numerosos ligamentos mantêm a articulação estável, assistidos pelo múeculo trapézio e pelos ligamentos coracoclaviculares que ligam o processo coracoide da escápula ao terço médio/lateral da clavícula.

A artrose da AAC pode ocorrer após lesão ou sobreuso (prática desportiva, levantamento de pesos) ou mais raramente como uma ocorrência primária, sem causa aparente. A osteólise clavicular distal pode ocorrer espontaneamente na artrite reumatóide, hiperparatiroidismo, mieloma, esclerose sistémica, infeção e sobreuso articular.

 

Quais os sintomas associados?

Apresenta-se como dor lateral do ombro e/ou dor localizada à AAC, que pode estar tumefacta, geralmente agravando durante a noite e às mobilizações passivas e ativas. Pode ser simplesmente localizada ao músculo deltóide.

Ao exame clínico, a dor agrava ao teste de cruzamento/adução do braço e pode associar-se a diminuição das mobilidades por artrose prolongada.

 

Qual o tratamento?

Consiste na modificação da atividade, fisioterapia e anti-inflamatórios ou analgésicos. As infiltrações de corticosteroide intrarticulares podem prover alívio dos sintomas durante 3 meses. Na presença de artrose severa ou osteólise que não respondem ao tratamento conservador, a resseção da clavícula distal pode estar indicada e pode ser realizada por via artroscópica, sem consequências de maior nas funções do ombro que manterá todas as mobilidades e força, graças à estabilização da clavícula por ligamentos que se mantêm intactos após a cirurgia.

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