Bursites e tendinopatias (“cotovelos de tenista e golfista”)

Em que consistem?

Os tendões são bandas resistentes que conectam os músculos ao osso. As tendinopatias são problemas dos tendões que podem resultar de atividades repetitivas ou traumatismos súbitos que provocam a sua inflamação (tendinite) ou de alterações degenerativas relacionadas com a idade e envelhecimento (tendinose); podem por vezes associar-se a outras condições, incluindo doenças reumáticas.

Este tipo de condições são as mais frequentes que afetam o cotovelo. O cotovelo de tenista ou epicondilite lateral afeta a face externa do cotovelo; o cotovelo de golfista ou epicondilite medial ocorre quando está envolvida a face medial do cotovelo. Apesar dos conceitos, as tendinopatias do cotovelo não resultam apenas da prática desportista, mas também de atividades laborais que envolvem o uso repetitivo e forçado do punho e músculos do antebraço.

 

Quais os sintomas?

Geralmente as tendinopatias afetam o cotovelo o membro dominante (ex.: braço direito nas pessoas dextras). Os sintomas incluem: dor no cotovelo que se estende ao braço ou ao longo do antebraço, fraqueza do antebraço, início súbito ou progressivo da dor com agravamento aos esforços e mobilidades.

 

Como se chega ao diagnóstico

O diagnóstico é geralmente clínico, baseado na descrição dos sintomas pelo doente, na observação e exame objetivo realizado pelo médico, não sendo por norma necessários exames complementares de diagnóstico.

 

Quais as opções terapêuticas?

O tratamento deve ser inicialmente conservador, baseado na diminuição das atividades que promovem o agravamento da patologia e medicação analgésica ou anti-inflamatória. Pode recorrer-se a ortóteses e fisioterapia dirigida. Geralmente os doentes respondem bem a esta abordagem, podendo demorar 6 a 12 meses a resolver.

Se a dor persiste, pode ser necessária uma infiltração local de corticoide e atualmente usam-se também compostos derivados do próprio sangue do doente, como por exemplo a infiltração com plasma rico em plaquetas.

A cirurgia não é geralmente necessária e apenas está indicada nos casos resistentes, após 6 ou mais meses de tratamento.

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