Fraturas do ombro

O ombro é constituído por três ossos (escápula, clavícula e úmero) ligados por ligamentos, tendões e cápsulas articulares que possibilitam a função do braço. Tem essencialmente três articulações: gleno-umeral, acromioclavicular e esternoclavicular. A principal é a glenoumeral e consiste numa “bola” (cabeça umeral) numa faceta articular em forma de tee de golf (glenóide da escápula).

As fraturas (osso partido) podem ocorrer na clavícula ou no úmero após traumatismo direto por queda, colisão ou acidente de viação; as fraturas da escápula são mais raras e geralmente ocorrem por traumatismos de alta energia, como acidentes de viação violentos, podendo cursar com outras lesões associadas.

 

Quais os sintomas?

Os sinais e sintomas dependem da natureza do traumatismo e gravidade da lesão e vão desde dor local e hematoma a deformidade e incapacidade funcional total do ombro.

 

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito geralmente por radiografia, mas podem ser necessários outros meios complementares de diagnóstico como a tomografia computorizada.

 

Quais as opções terapêuticas disponíveis?

A maioria das fraturas da clavícula podem ser tratadas conservadoramente, isto é, sem cirurgia, apenas com suspensão antebraquial e medicação analgésica ou anti-inflamatória. Esta apenas é necessária se a fratura é complexa, se o desvio é grande e/ou se a pele está em risco, e inclui a fixação com placas e parafusos.

Muitas das fraturas do úmero proximal podem ser tratadas se os topos ósseos não estão desviados de forma importante ou fora de posição. Caso contrário, a cirurgia é geralmente necessária e pode incluir a fixação com placas e parafusos, fios metálicos ou mesmo artroplastia (prótese) do ombro em situações mais graves.

As fraturas da escápula podem ser tratadas sem cirurgia. Inclui a imobilização com suspensão antebraquial (braçal), gelo e analgésicos. Cerca de 10 a 20% destas fraturas requerem cirurgia, em particular se houver outras fraturas associadas do ombro.

 

O que esperar após uma fratura?

Uma fratura pode condicionar as atividades de vida diária de forma muito importante durante semanas e, frequentemente, meses. A maioria dos doentes tratados conservadora ou cirurgicamente requerem um período de imobilização e a reabilitação assume papel primordial na recuperação.

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