Osteocondrite dissecante

O que é?

A osteocondrite dissecante envolve a perda de sangue (ou morte) de parte da cartilagem no cotovelo. A causa exata é desconhecida e pode relacionar-se com traumatismos repetitivos ou mesmo genética que torna estes indivíduos mais susceptíveis a desenvolver esta condição.

Ocorre mais frequentemente em jovens entre os 10 e 18 anos e pode associar-se a prática desportiva que sobrecarregue o cotovelo (ex.: basebol, ténis, ginástica).

Nos casos em que a cartilagem apenas apresenta um rotura parcial ou se mantém no local, poderá ocorrer auto-resolução espontânea. Nas roturas completas e o fragmento se desloca, a cirurgia pode estar indicada.

 

Quais os sintomas?

Os doentes podem queixar-se de dor, particularmente à flexão ou extensão extremas, de sensação de bloqueio, crepitação ou estalido às mobilizações, tumefação do cotovelo ou dificuldade nas mobilidades, que podem estar diminuídas.

 

Como se processa o diagnóstico?

O diagnóstico baseia-se na clínica e em exames imagiológicos. A radiografia do cotovelo pode revelar alterações mas a ressonância magnética é geralmente fundamental para estabelecer o diagnóstico definitivo e avaliar a extensão da lesão.

 

Quais as opções terapêuticas?

O tratamento consiste no repouso do cotovelo, fisioterapia ou ortóteses, para além da medicação analgésica.

A cirurgia pode estar indicada e, dependendo da lesão, localização e tamanho da cartilagem envolvida, o fragmento pode ser removido do cotovelo, reinserido com pontos ou parafusos na sua localização original ou tratado com furagens no osso para estimular o crescimento de nova cartilagem.

Estas cirurgias podem por norma ser realizadas artroscopicamente, de forma minimamente invasiva, através de pequenas incisões. É usada suspensão antebraquial por algumas semanas após a cirurgia para conferir conforto e suporte, bem como permitir a cicatrização/recuperação. Em alguns casos é necessária fisioterapia.

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